Mostrar mensagens com a etiqueta Monumentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Monumentos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Fortaleza de Juromenha

 


 Fortaleza de Juromenha (Séc. XVII), foi em tempos remotos considerada uma das chaves da fronteira do Alentejo.


Construída no período entre a Guerra da Restauração e a Guerra Peninsular (terceiro quartel do século XVII), no local ponde existiu um castelo medieval, a fortificação é considerada do tipo misto, apresenta planta poligonal, composta por duas cinturas de muralhas, uma interna, onde se inscreve a antiga Torre de Menagem, e outra, externa, do tipo abaluartado no sistema de Vauban, onde se observa a presença dos diversos elementos deste tipo de fortificação: cortinas, revelins, fossos-secos, canhoneiras e outros.


No interior das suas muralhas foram edificadas a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia, bem como reedificado o antigo Paço do Concelho e cadeia. Uma cisterna de planta rectangular, abastecia a guarnição e os habitantes.


As primeiras referências ao sítio da Juromenha datam da segunda metade do século IX. Durante mais de duzentos anos este local foi considerado a praça-forte de defesa da zona de Badajoz, pertencendo desde o século X ao Califado de Córdova. Em 1167 D. Afonso Henriques conquistou a fortaleza, mas esta voltaria ao domínio do Califa Almasor em 1191. 

Este espaço de defesa do Guadiana só seria definitivamente reconquistado pela Coroa portuguesa em 1242.
Apesar de ter sido objecto de uma total reconstrução em 1312 por ordem de D. Dinis, a fortaleza foi entrando em progressiva decadência a partir do século XVI, só sendo revitalizada no período pós-Restauração, devido à sua importância estratégica.


No ano de 1644 eram apresentados ao Conselho de Guerra de D. João IV três planos de fortificação de Juromenha, que tinham como objectivo adaptar a velha fortaleza medieval à artilharia seiscentista. 

O da autoria do Padre João Cosmander, foi escolhido pelo Conselho, embora algum tempo depois as obras tenham sido interrompidas devido aos elevados custos materiais e à inviabilidade técnica do mesmo. Sendo então o plano, da autoria do engenheiro francês Nicolau de Langres, aprovado em 1646.


(38°44'16.89"N 07°14'22.97"W). Juromenha – Alandroal – Évora - Alentejo – Portugal

Foto@ Daniel Jorge

Forte da Ínsua - Praia de Moledo

 


No extremo norte da praia de Moledo a 200m da costa, encontra-se a Ínsua de Santo Isidro, uma pequena ilha rochosa, numa excelente posição estratégica um pouco antes da foz do rio Minho, local escolhido para a construção do Forte da Ínsua.


Aqui inicialmente construíram uma capela e era local de culto, posteriormente, em 1392, frades franciscanos da Galiza sob a direcção de frei Diogo Arias, edificaram um cenóbio (Convento) na ínsula. Datará desse período a primeira fortificação no local, com a função de protecção da barra daquele rio e dos religiosos, erguida por determinação de João I de Portugal.
posteriormente foram construindo e reconstruindo fortificações para a protecção contra Piratas e Corsários tendo no século XVII e XVIII sido alvo de obras que o transformaram num baluarte de defesa da costa.


O actual forte setecentista resulta de obras de de construção/reconstrução sob o reinado de João IV de Portugal.
A actual Fortificação marítima abaluartada, apresenta planta estrelada irregular, com cinco baluartes e revelim, integrando no seu interior construções do convento, ampliado em 1676.
Nos cunhais dos quatro baluartes principais foram erguidas guaritas facetadas com cobertura em calote esférica, e num dos panos da muralha foi edificado um balcão rectangular sobre mísulas, com cobertura semelhante. A meio do pano da muralha rasga-se o portão de armas, em arco pleno, inserido numa estrutura rectangular em ressalto, sobre a qual assenta um frontão triangular, cujo tímpano é decorado por três brasões com as armas de Portugal e do Governador.


Numa lápide com inscrição alusiva à edificação da fortificação pode-se ler:


"A Piedade do muito Alto e Poderoso monarca el rei D. João IV / ministrada pela intervenção e assistência de D. Diogo de Lima / Nogueira General e Visconde de Vila Nova da Cerveira Governador das / armas e exército da Província de Entre Douro e Minho dedicaram / esta fortificação à sereníssima Rainha dos Anjos Nossa Senhora / da Ínsua para asilo e defesa das religiosas da Primeira Regra / Seráfica que assistem nos contínuos júbilos desta Senhora debaixo / de cujo patrocínio se assegura a defesa desta corte. Fez-se a / obra na era de 1650"


A praça de armas é dividida em duas áreas. A primeira corresponde a uma ampla plataforma lajeada, onde foram edificados os quartéis, depósito e cozinha. 

No espaço restante foi incorporado o convento, de estrutura sóbria e austera, de modelo chão, cujo conjunto é formado pela igreja, de planta longitudinal composta por nave única coberta por abóbada de berço e sacristia, e pelo claustro, de planta quadrangular, com alas compostas por colunatas jónicas.


Um poço de água potável abastecia a guarnição, composta por um Governador (comandante) e doze praças, revezados semanalmente. Esse poço é notável por se situar no mar, sendo um dos três únicos existentes no mundo.


(41°51'32.54"N 08°52'28.84"W) Ínsua de Santo Isidro - Moledo – Caminha – Viana do Castelo - Portugal

 

Foto@Daniel Jorge

Torre Romana de Centum Cellas - Belmonte…

 


Torre Romana de Centum Cellas também é referida como Centum Cellae ou em outra hora conhecida como Torre de São Cornélio.


Trata-se de um singular monumento lítico em ruínas que, ao longo dos séculos, vem despertado as atenções de curiosos e estudiosos, suscitando as mais diversas lendas e teorias em torno de si.


Uma das tradições, por exemplo, refere que a edificação teria sido uma prisão com uma centena de celas (donde o nome), onde teria estado cativo São Cornélio (donde o nome alternativo).
O monumento, em si, apresenta-se como um dos mais emblemáticos, de todos quantos existem na Beira Interior e se atribuem à presença romana no nosso território.


Estudos realizados pelo IPPAR, entre 1993 e 1998, demonstraram que o edifício da Torre não se encontrava isolado, antes, sim, inserido num conjunto estrutural mais amplo e complexo, que incluía diversos compartimentos, de entre os quais sobressaiam salas, corredores, escadarias, caves e pátios. 

Torre revela-se a parte central e melhor conservada daquela que terá constituído a uilla de Lucius Caecilius, um abastado cidadão romano, negociante de estanho, que, em meados do século I d. C. mandou edificar a sua residência nesta zona, sob direcção de um arquitecto, o qual, ao que tudo parece indicar, conheceria com profundidade as técnicas construtivas ditadas por Vitrúvio.


Composta de apenas dois pisos, a Torre reveste-se de uma evidente centralidade e imponência arquitectónica, em redor da qual se desenvolveu a restante estrutura habitacional, desempenhando um papel de autêntico epicentro das suas eclécticas tarefas diárias.


Datando a sua construção inicial do século I d. C., este edifício foi parcialmente incendiado e destruído em finais do século III, altura em que foi alvo de algumas alterações, designadamente ao nível da disposição dos vários elementos que o compunham na origem. 

De entre este conjunto de remodelações, realçamos a presença de uma sala com abside e larário, para cuja edificação foram reaproveitados materiais pertencentes às estruturas preexistentes. Entretanto, datará da Alta Idade Média a construção de uma capela dedicada a São Cornélio sobre as ruínas da própria uilla, reempregando, para o efeito, e uma vez mais, parte dos seus materiais constitutivos. Esta capela viria, no entanto, a desaparecer já em pleno século XVIII.


(40°22'39.20"N 07°20'33.83"W) Colmeal da Torre – Belmonte - Castelo Branco - Cova da Beira - Portugal

 

Foto@Daniel Jorge

Citânia de Santa Luzia - A "cidade velha"

 


A Citânia de Santa Luzia, conhecida localmente como "cidade velha", é um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal situado no Monte de Santa Luzia, bem ao lado do fantástico Santuário de Santa Luzia., sobranceiro a cidade de Viana do Castelo.


Com uma excelente vista sobre o Rio Lima, bem como a área costeira do Atlântico possibilitava condições únicas de defesa com controlo das vias marítimas e terrestres, na antiguidade o rio Lima seria navegável em grande parte do seu curso, o que dava a esta localização uma importância estratégica.


Este povoado fortificado estava delimitado por três linhas de muralha, complementadas por torreões e dois fossos e teve ocupação contínua entre os períodos da Idade do Ferro e a romanização, o que o converte sem dúvida, num dos locais mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho.


Segundo os estudiosos a distribuição das estruturas permite aferir momentos distintos de ocupação, podendo enquadrar a reestruturação do espaço entre o séc. I a.C. e o séc. I d.C.


O Povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas casas, que apresentavam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio e que, em alguns casos, albergavam fornos de cozer pão.


À semelhança de inúmeros castros desta área geográfica, A Citânia de Santa Luzia regista claramente vestígios de ocupação romana com algumas habitações de planta retângular e arruamentos perpendiculares.


(41°42'18.70"N 08°50'7.79"W) Monte de Santa Luzia – Viana do Castelo - Minho – Portugal

 

Foto@ Daniel Jorge


Forte de Nossa Senhora da Graça

 



O Forte de Nossa Senhora da Graça, oficialmente denominado como Forte Conde de Lippe, foi erguido numa posição dominante sobre o estratégico Monte da Graça, e integrava a defesa da Praça-forte de Elvas.


A boa posição estratégica do local evidenciou-se durante a Guerra da Restauração, quando as tropas espanholas ocuparam o local (monte da Graça) durante o cerco à cidade de Elvas no ano de 1658 que precedeu a Batalha das Linhas de Elvas a 14 de Janeiro de 1659.


A construção do Forte inicia-se em 1763 e é inaugurado por Dna. Maria em 1792, com o nome de Forte Conde de Lippe, militar que havia proposto a sua construção e que comandou o Exército português entre 1762 e 1764.


Para a sua construção foram precisos quase 30 anos, seis mil homens, quatro mil animais e 120 mil moedas de ouro.
O forte resistiu às tropas espanholas durante a chamada Guerra das Laranjas (1801) e, mais tarde, no contexto da Guerra Peninsular, às tropas do general Nicolas Jean de Dieu Soult, que a bombardearam (1811), não chegando a tomá-la.


Utilizado no passado como prisão militar, o conjunto encontrava-se até 2014 em condições próximas da ruína, Apos a sua cedência à Câmara Municipal de Elvas iniciaram-se obras de consolidação e restauro, que foram concluídas em setembro de 2015.


Em 2015, foram precisos quase 11 meses, 220 trabalhadores a tempo inteiro e 6,1 milhões de euros para o restaurar e reabilitar a tempo de no dia 27 de novembro de 2015, reabrir as suas portas ao público.


(38°53'41.45"N 7° 9'50.86"W) Elvas – Portalegre - Alto Alentejo – Portugal

Foto@Daniel Jorge

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Villa Romana de Cardílio

 


Ruínas do "frigidarium", do "caldarium" e respectivo "hypocaustum", e uma divisão com mosaicos da villa romana de Cardílio.


A poucos quilómetros de Torres Novas encontramos as ruínas da Villa Romana de nome Cardílio, cuja ocupação foi compreendida entre os séculos I e IV d.C. Foi posta a descoberto pelas escavações a cargo do coronel Afonso Paço, a partir de 1962. Esta zona, conhecida há muitos anos pela população local, era utilizada como pedreira de onde recolhiam matérias para a construção de habitações, a exploração arqueológica do local só começou por influência da Câmara de Torres Novas. 


Do vasto espólio recolhido, podemos destacar, moedas dos séculos II, III e IV, d.C. cerâmicas, bronzes, ferros, vidros assírios e egípcios, estuques coloridos, anéis, pedras de coar e até uma estátua de Eros. Descobertas também as bases de um edifício, com mosaicos de cores vivas e motivos geométricos, predominando as tranças e entrelaçados, distribuídos pelas diversas salas, outros quadros representam aves, motivos agrícolas, os retratos dos donos da casa e inscrições em latim. 

O nome que é atribuído a esta estação arqueológica, deve-se a uma das inscrições que referem o nome de «Cardilium», provável dono desta vila, em que não faltava um jardim, sistema de distribuição de água e aquecimento.


(39°27'10.38"N 08°31'41.29"W) Caveira (Santa Maria) – Torres Novas – Região Centro – Portugal

 

Foto@ Daniel Jorge

Ruínas Romanas de Tróia

 


Na face noroeste da península de Tróia junto a margem esquerda do rio Sado, mesmo em frente a Setúbal, encontramos as ruínas Romanas de Tróia, que abrangem várias construções do período entre os séculos I ao VI.


Estas ruínas Romanas são testemunho de um grande complexo de salgas de peixe, consideradas por alguns historiadores como a maiores fabricas de conserva de peixe de todo o império Romano.
As oficinas de salga eram constituídas por uma série de tanques (cetárias) organizados ao redor de um pátio central. 

Já foram identificadas um total de vinte oficinas, com dimensões variadas: a maior tinha mais de 1000 m2 e agrupava 19 tanques, enquanto que a menor tinha 135 m2 e 9 tanques. Pela grande densidade de tanques, acredita-se que era produzida uma considerável quantidade de conservas de peixe e molhos de peixe que eram levados de barco para Roma e outras províncias do Império Romano.


Alem das estruturas mais características de Troia que são as muitas oficinas de salga de peixe, existem também as ruínas de um núcleo habitacional com casas de rés-do-chão e primeiro andar (as chamadas "Casas da Princesa" em homenagem a infanta (e futura rainha) Maria I, que particionou na segunda metade do século XVIII as primeiras escavações arqueológicas conhecidas, nesta zona), várias necrópoles, um columbário, termas, uma roda de água (rota aquaria) e os restos de uma basílica paleocristã.


(38°29'10.48"N 08°53'4.95"W) Península de Troia – Carvalhal – Grândola - Setúbal - Portugal

 

Foto@ Daniel Jorge

terça-feira, 20 de julho de 2021

Sé Catedral de Viseu

 


Visto de longe, o recorte das torres da Sé é um ponto de referência para quem visita a cidade de Viseu. A actual catedral foi construída junto a um primitivo templo suevo-visigótico que dataria do século X, época em que a povoação foi capital de um extenso território limitado entre os rios Douro e Mondego. Porém, foi durante o reinado de D. Afonso Henriques que a imponente catedral, símbolo da história viseense, começou a tomar forma.

 


 Ao chegar ao adro da Sé, o visitante depara-se com a majestosa fachada delimitada por duas robustas torres sineiras, uma de construção medieval e a outra reconstruída no século XVII, após ter sido derrubada por um violento temporal. Entre elas, ergue-se o corpo central como um magistral retábulo de pedra, registo sobre registo, onde se distribuem seis nichos que albergam as esculturas representando os quatro Evangelistas, São Teotónio, padroeiro da Sé, e coroando o conjunto, a Senhora da Assunção. Ao centro, o portal de arco abatido convida a entrar.

 



Embora as grandes torres lhe dêem um aspecto de igreja-fortaleza, a Sé de Viseu viu o seu estilo profundamente alterado com o passar dos séculos, devido a diversos restauros e acrescentos, o que justifica a actual mistura de elementos de diferentes épocas.

Durante o período áureo que Viseu viveu no reinado de D. Dinis, a que não foi alheio o enérgico bispo D. Egas, a catedral foi renovada, e viria a sê-lo igualmente na época manuelina, quando ali foram realizadas obras de impressionante qualidade estética.

Quem, hoje, passa o portal para o seu interior, não pode deixar de se maravilhar com as imponentes abóbadas que cobrem o espaço desde o tempo do bispado de D. Diogo Ortiz de Vilhena, uma obra executada por um dos mais consagrados arquitectos do tempo manuelino, João de Castilho.

Séculos mais tarde, já em pleno tempo barroco, o interior da catedral voltou a ter uma nova roupagem, dada pela magnificência da talha dourada, dos painéis de azulejo e das pinturas figurativas, que se estenderam também ao claustro e à casa do cabido. No centro da Beira, a Sé de Viseu ainda se impõe pelo seu esplendor.

 


 



Adro da Sé
3500-195 Viseu
+351 232 436 065

Fotos todos os direitos reservados a: https://www.aportugueseaffair.com/

Conheça o romântico Castelo de Belver. (Fica a cerca de 1.30 H de Lisboa)

 



Monumento Nacional desde 1910, o Castelo de Belver, alcandorado num penhascoso cerro sobranceiro ao rio Tejo, é um dos exemplares mais completos da arquitectura medieval militar existentes no país e peça fundamental do sistema defensivo do território português na luta contra os mouros e na tentativa dos primeiros monarcas em atingir o Alentejo e Algarve.



O castelo de Belver monta guarda ao rio TejoEx-libris monumental do concelho de Gavião, nasceu da necessidade sentida pelo rei D. Sancho I de, por um lado, defender e assegurar que as arremetidas dos sarracenos na fronteira sul do território não afectassem as povoações de "aquém Tejo" anteriormente conquistadas e herdadas de seu pai D. Afonso Henriques e, por outro lado, de continuar a reconquista aumentando o reino.



As consequências desastrosas da invasão dos infiéis em 1190 fez recuar a fronteira meridional até à Linha do Tejo, com excepção de Évora. Depois de auscultar conselheiros e nobres, como as hostes do Rei e dos seus súbditos eram insuficientes face à superioridade numérica dos inimigos, houve que recorrer às Ordens Monástico-Militares e, também, à construção de castelos ao longo da linha do Tejo reforçando o obstáculo.

 




Vila de Belver vista do castelo, com o rio Tejo e a barragem de Belver ao fundoÀ Ordem do Hospital de S. João de Jerusalém, na pessoa do seu Prior Afonso Paes, D. Sancho I faz doação das "Terras de Guidintesta", em 13 de Junho de 1194, concedendo-lhe que edificasse um Castelo a que o próprio doador impôs que se desse o nome de Belver por considerar o local formosíssimo:



"Ego Sancius Dey gracia Portugalen Rex... facio Cartam Donacionis y perpetue firmitudinis nobis Donno Alfonso Pelagij Priorj Hospitalis... diterra que nocatur Guidintesta in qua concedimus nobis ut faciatis castellun quodam cuj imponjmus nomem Belveer...".



A construção do Castelo fez-se em pouco tempo pois já em 1210 se guardava nele parte dos dinheiros do tesouro real que, no seu testamento, D. Sancho I destinara a piedosos legados.



Planta da vila Terminada a construção do Castelo e com a permanência de cavaleiros e forças militares na sua guarnição, ter-se-á iniciado o povoamento ao seu redor, resultando na construção do casario que, a pouco e pouco, foi constituindo o povoado, não existindo no interior da fortaleza espaço físico para alojar grande número de pessoal militar. Em nosso entender, é assim pouco provável que Belver tenha sido residência conventual ou Cabeça da Ordem dos Hospitalários em Portugal. No entanto, é crível que os elementos da Ordem tenham residido extramuros acorrendo ao Castelo em caso de eventual ataque.



Praia fluviar do Alamal, com o castelo ao fundoDepois da conquista definitiva do Algarve, os castelos da Linha do Tejo perdem grande parte do seu poderio militar. No entanto, para consolidação da Dinastia de Avis, cinco anos após a Batalha de Aljubarrota, o Castelo de Belver retoma o seu valor no contexto da defesa do reino, pelo que é beneficiado com obras de restauro e ampliação dirigidas por D. Nuno Álvares Pereira. Porém, devido ao tratado de paz com Castela em 1411, não foi palco de qualquer acção militar.



Já no século XV, o castelo de Belver vê-se envolvido na luta entre D. Leonor e o Regente D. Pedro. O povo de Belver toma o partido da Rainha viúva e é cercado por forças de D. Lopo de Almeida, partidário de D. Pedro, depois 1.º Conde de Abrantes.



No século XVI, os Belverenses e o seu Alcaide ter-se-ão oposto ao domínio filipino colocando-se ao lado de D. António, Prior do Crato.



Porta de entrada no casteloEntra depois num período de degradação e ruína para o qual muito terá contribuído o Terramoto de 1755 que provocou graves danos nas muralhas e na torre de menagem. Entre 1846 e 1948 serviu de cemitério à Vila. Em 1909 um forte abalo de terra degradou ainda mais um espaço decadente e alquebrado. Termina esta fase conturbada na década de 40 deste século com profundas obras de restauro levadas a efeito pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.



Originalmente da arquitectura militar gótica, o Castelo de Belver, devido a posteriores intervenções recebeu elementos renascentistas, maneiristas e barrocos.



A poderosa muralha descreve um pentágono irregular de ângulos arredondados. A Sul, rasga-se a porta principal ladeada por dois cubelos. O caminho de acesso ao Castelo é revelador das estratégias militares dos freires-cavaleiros de S. João do Hospital, pois ao terminar em "cotovelo", não permitia aglomerações e obrigava a formar fila não permitindo o ataque directo. Seis torres e adarve a todo o correr, marcam a muralha do vetusto Castelo.

Como chegar


39.4953995,-7.9579639

Rua de São PedroT. +351 266769450

T. +351 965501477

E. info@cultura-alentejo.pt

Visitar websitewww.cultura-alentejo.pt



Horário: 09h30-12h30 / 14h00 - 17h30Dia de encerramento: 2ª feira, 3ª feira de manhã, último dom. de cada mês e feriados 1 jan. Dom. Páscoa, 1 Maio e 25 Dezembro


Imagem fonte:https://www.youtube.com/watch?v=Hv_09jOp2iM



O último palácio dos Reis de Portugal transformado no hotel mais lendário de Portugal, e num dos mais belos e históricos hotéis do mundo

 


O Palace Hotel do Bussaco é um castelo de conto de fadas em plena floresta encantada, que lhe propõe a experiência única de se hospedar num verdadeiro palácio real, considerado, desde 1917, como um dos mais belos, românticos e históricos hotéis do mundo.

O palácio foi construído a partir de 1888 para os últimos Reis de Portugal, e localiza-se a duas horas de Lisboa, e a uma do Porto, no interior da Mata Nacional do Bussaco, ex-libris botânico e natural de Portugal.

 


Esta imensa floresta de 105 hectares, plantada e murada pela Ordem dos Carmelitas Descalços no 1º quartel do séc. XVII, possui espécies vegetais do mundo inteiro, muitas delas gigantescas, e proporciona inúmeros e inesquecíveis passeios pedestres em contacto estreito com a natureza, com passagem por deslumbrantes fontes, capelas, ermidas e miradouros pela serra acima. A sua Via-Sacra e o Convento de Santa Cruz conferem igualmente a este local ímpar e bucólico um ambiente raro da maior paz e serenidade.

No centro deste conjunto paisagístico e arquitetónico único na Europa, o Palace Hotel do Bussaco, verdadeiro palácio real no mais fascinante estilo neomanuelino, com sua grandiosa e harmoniosa escadaria nobre, está sumptuosamente mobilado e decorado com inúmeras obras de arte, magníficos frescos, valiosos quadros e fantásticos painéis de azulejos representando a Epopeia dos Descobrimentos Portugueses e a Batalha do Bussaco, da autoria dos maiores mestres portugueses do séc. XIX. 

 



A majestosa sala de jantar do Palácio, outrora cenário de importantes banquetes reais, é hoje em dia um dos melhores e mais refinados restaurantes de Portugal, quer quanto ao serviço, quer especialmente quanto à cozinha portuguesa reinventada que propõe e quanto à sua garrafeira própria, constituída pelos exclusivos vinhos do Bussaco, de renome mundial, mis-en-bouteille-au-château desde 1920.

 

 

Este hotel, que ao longo de já quase um século tem acolhido monarcas e chefes de estado do mundo inteiro, atores e autores, políticos e casais em lua-de-mel, é assim o quadro mais romântico e especial para a celebração de casamentos, e demais festividades familiares ou sociais, e constitui igualmente um espaço da maior excelência para a realização de reuniões e dos mais diversos tipos de eventos corporativos.

 



Uma estadia no Palace Hotel do Bussaco corresponde a uma experiência histórica única que importa não perder. Um espírito único de autenticidade que nos é dado pela floresta circundante e demais características apontadas, criam, a quem alguma vez nele se instalou, uma viva saudade da perfeição encontrada e do recolhimento usufruído.

 

 


Muitos hotéis europeus se dão, a si próprios, a designação lisonjeira de “Palace”. Este merece-a. Não só porque é um autêntico palácio, na verdadeira aceção do termo, como também porque nele flutua um espirito irreal. Ficar no Palace do Bussaco é como entrar num conto de fadas.

O Palace do Bussaco mereceu inúmeros reconhecimentos e prémios internacionais ao longo da sua longa história, desde os reconhecimentos dos “Relais de Campagne/ Route du Bonheur”, na génese dos actuais Relais & Chateaux, como recentemente depois de no ano passado ter conquistado a distinção “Luxury Castle Hotel of the Year 2019”, nos “World Luxury Awards”, o Palace Hotel do Bussaco voltou a ser nomeado para três categorias em competição nos World Luxury Awards deste ano 2020 – de hotel histórico, de hotel castelo e de hotel “heritage”, tendo sido novamente premiado com o galardão European Win in Luxury Castle Hotel, que o faz manter o prestigioso estatuto já alcançado em 2019.

Trata-se de um justo reconhecimento pelo contributo para a hotelaria europeia e para o Turismo deste palácio de contos de fadas, em plena floresta encantada, transformado há justamente 100 anos num dos mais belos e históricos hotéis do mundo, naquela que constituiu uma das primeiras utilizações de património monumental caído em desuso para alojamento turístico de grande qualidade e carácter.

A renovação deste estatuto encheu naturalmente de orgulho toda a equipa de trabalho, que diariamente se entrega para proporcionar a experiência do sonho e da magia a todos os Hóspedes que a ela se entregam para usufruírem de uma estadia ímpar neste hotel tão peculiar, tão cheio de tradição e tão perfeitamente diferente.

Especialmente neste ano atípico em que todos nós precisamos de alento e de boas notícias, este prémio constitui um estímulo redobrado para a continuidade de todo este reconhecido trabalho centenário desenvolvido consistentemente desde 1917 em prol do Turismo Nacional, da afirmação do Centro de Portugal, da Bairrada e da candidatura da Mata do Buçaco a “Património da Humanidade” pela Unesco, projecto actualmente em curso.

 

 


 



Palace Hotel do Bussaco
Mata do Buçaco
3050-261 Luso

Telefone: 231937970
E-mail: bussaco@almeidahotels.pt
Web: http://www.almeidahotels.pt

Coordenadas: N: 40º22'34, W: 8º21'56 

 

 

 

Fotos todos os direitos reservados a: https://www.aportugueseaffair.com


A Capela mais bonita e espectacular da Europa fica a 20 minutos do Porto

 


Na vila costeira de Miramar, em Gulpilhares, Vila Nova de Gaia, fica uma pequena capela, construída no topo de uma rocha, virada de costas para o mar. Pequena, mas monumental, frágil, mas forte, irreal e contudo verdadeira, assim é a bela Capela do Senhor da Pedra.

 


Observando de longe, parece que o Atlântico a vai engolir na primeira noite de tempestade, mas três séculos já se passaram desde a sua construção, e ela continua aqui, firme. Talvez seja por causa da rocha sobre a qual está assente - um local de culto há mais de dois mil anos.

Como pode atestar a inscrição no mosaico de azulejos emoldurado na entrada da capela, originalmente, a pedra gigante abrigava um templo pagão, possivelmente celta. Quando o cristianismo chegou a Portugal, foram feitos esforços para cristianizar o território e libertá-lo das suas raízes pagãs. O local onde hoje fica a Capela do Senhor da Pedra foi então escolhido para "recuperar" a terra dos hereges, mas apesar da conversão à fé cristã, cerimónias secretas ligadas ao culto pagão ainda hoje ocorrem em noites de lua cheia. Dizem que é comum encontrar velas derretidas deixadas pelos adoradores neo-pagãos nas rochas e na areia ao lado da capela, mas eu não vi nenhuma. 

 


A importância que a romaria ao Senhor da Pedra teve no passado é testemunhada pela existência, num raio de muitos quilómetros em redor, de cantigas de romaria que lhe são dedicadas. Há cantigas ao Senhor da Pedra em localidades como Cinfães e Paredes, entre muitas outras. Quer isto dizer que acorriam às festas do Senhor da Pedra romeiros vindos de muito longe.

A crença no Senhor da Pedra pode ter tido origem na antiga adoração pagã, mas o povo criou histórias e lendas para explicar a construção da capela e a importância da rocha que a suporta.



Como chegar:

A Capela do Senhor da Pedra fica a 20 minutos de comboio do Porto. Você deverá descer na Estação de Miramar e andar aproximadamente 10 minutos até a praia de Miramar (sinalizada) onde se encontra a Capela do Senhor da Pedra.