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quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Castelo Medieval de Portel

 




O castelo de Portel ergue-se em posição dominante num dos contrafortes da serra de Portel, sobre a vila medieval.


A construção do castelo teve início durante a segunda metade do século XIII sendo senhor das terras de Portel Mafomede João de Aboim por doação de D. Afonso III de Portugal.


O castelo, apresenta um estilo gótico, com planta heptagonal reforçada por torres de planta circular nos vértices. A sua forma, novidade na arquitetura militar portuguesa à época, parece ter sido inspirada no Castelo de Angers, na França. É dominado por uma imponente torre de menagem, de planta quadrangular, que se ergue a cerca de vinte e cinco metros de altura, dividida internamente em dois pavimentos acima da linha do adarve, ambos cobertos por abóbada em cruzaria de ogiva. O pavimento inferior serviu de cárcere. Foi utilizada a pedra mármore nos cunhais e nas janelas góticas. A porta de acesso à torre é em ogiva.


Apos a morte de João Aboim e devido a contenda entre os herdeiros pela posse da honra, o castelo reverteu para a posse da Coroa durante o reinado de D. Dinis, que então construi a cerca da vila.


No contexto da crise de 1383-1385, Fernão Gonçalves de Sousa, alcaide de Portel, tomou o partido de Castela, e com receio dos moradores, tomou-lhes as armas a todos e pô-las no castelo. Em Novembro de 1384, no desenvolvimento da campanha alentejana pelas forças do Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, um clérigo de Portel, de nome João Mateus, abriu-lhes as portas da vila, facilitando a conquista da povoação e a rendição do castelo. Os seus domínios, após a batalha de Aljubarrota estariam compreendidos na ampla doação de terras e direitos que o soberano fez aquele Condestável, passando, por sucessão, para os domínios da Casa de Bragança.
Posteriormente, sob o reinado de D. Manuel I, a povoação e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509). 

 

Nessa época a estrutura do castelo foi remodelada dando lugar ao paço dos duques de Bragança e a uma barbacã (1510), ficando as obras a cargo do arquitecto-régio Francisco de Arruda, por instância de D. Jaime, duque de Bragança.


Perdida a sua função defensiva, afastado da linha lindeira e das principais vias de acesso ao território alentejano, o castelo foi progressivamente abandonado até se converter em ruínas no século XIX.


(38°18'32.41"N 07°42'10.94"W) Castelo – Portel – Évora - Alentejo - Portugal

 

 

Foto: @Daniel Jorge

Por terras de Torres Novas... o Castelo e a estatua de D. Sancho I...

 



O castelo de Torres novas foi construído numa posição dominante sobre a vila, à margem do rio Almonda, e fazia parte integrante da chamada Linha do Tejo.


É certo que aqui existia uma povoação Muçulmana à época da Reconquista cristã da Península Ibérica, cuja posse deve ter oscilado ao sabor dos avanços e recuos da linha fronteiriça. Embora se acredite que uma conquista inicial remonte a 1135, perdida em 1137, as fontes documentais são acordes em que Turris foi definitivamente conquistada pelas forças sob o comando de D. Afonso Henriques em 1148, na sequência das conquistas de Santarém e Lisboa, no ano anterior.


Não estão esclarecidas as origens do castelo de Torres Novas, em particular quanto a uma possível ocupação pré-medieval. Ao certo sabe-se que D. Sancho I promoveu a construção de um recinto fortificado, destruído no século XIV no contexto das Guerras Peninsulares que caracterizaram o reinado de D. Fernando. 

O mesmo monarca ordenou a reparação e reconstrução da estrutura, datando dessa campanha de obras os elementos materiais mais relevantes que compõem o castelo. A condução dos trabalhos ficou entregue a mestre Estêvão Domingues e o vedor das obras foi o juíz Lourenço Peres de Santarém, informações que constavam de duas lápides colocadas junto às portas da Praça e do Salvador, e, entretanto, removidas dos seus locais originais.


A configuração do castelo é vincadamente gótica, com planta escudiforme defendida por dez torres quadrangulares salientes da muralha e com acesso preferencial pelo adarve. A porta principal localiza-se no troço Sul e integra-se na antiga casa do Alcaide, que controlava assim o movimento de pessoas e de bens dentro das muralhas. Deveria ser aqui que se localizava a torre de menagem, embora a tradição a identifique no ponto imediatamente oposto, junto à Porta da Traição.


Fortemente danificada pelo terramoto de 1755, que terá ocasionado a derrocada de quatro torres, as décadas seguintes assistiram à reconversão funcional de alguns elementos: o paço do alcaide foi transformado em cadeia e os terrenos contíguos aproveitados por privados, a ponto de o alcaide Francisco Feliciano Castelo Branco, em 1790, reclamar a posse dessas propriedades. Em 1835, o interior do recinto passou a ser usado como cemitério e, finalmente, a 3 de Abril de 1839, D. Maria concedeu à Câmara a plena posse do castelo. 

Esta doação precipitou a ruína do conjunto, uma vez que a opção municipal foi a desmantelar a estrutura, processo parcialmente revertido nas décadas de 40 a 60 do século XX, altura em que a DGEMN reconstruiu alguns troços e as torres que se encontravam praticamente demolidas. (Informação retirada do Web-Site da Direção-Geral do Património Cultural)


(39°28'45.82"N 8°32'25.36"W) Torres Novas - Santarém - Região Centro – Portugal

 

Foto@ Daniel Jorge

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Castelo de Alter do Chão

 


O castelo de Alter fica no centro histórico da vila, este castelo é representativo da arquitetura medieval trecentista, quando cooperava com o vizinho Castelo de Alter Pedroso na defesa desta região.


A atual conformação do castelo remonta ao reinado de Pedro I, que determinou a sua reconstrução em 22 de setembro de 1357, de acordo com a placa epigráfica de mármore sobre o portão principal. O soberano reformou o Foral da vila em 1359. Fernando I (r. 1367–1383) fez doação dos domínios da vila a Nuno Álvares Pereira, que por sua vez os doou a Gonçalo Eanes de Abreu.


Sob o reinado de João I, este monarca confirmou os domínios da vila e seu castelo ao Condestável Nuno Álvares Pereira. Este legou-o, por morte, à sua filha, que o transferiu, por casamento com o duque de Bragança, aos domínios desta Casa. Neste momento de sucessão, registrou-se uma campanha de obras no castelo (1432).


À época do reinado de João II, o então duque de Bragança, Fernando II, utilizou este castelo como prisão, argumento que viria a ser usado contra si quando das acusações por rebeldia e conspiração contra o soberano e que o condenaram à morte em 1483. Dom Manuel I outorgou o Foral Novo à vila a 1 de junho de 1512, datando deste período a construção da porta adintelada da alcaidaria.


O castelo, apresenta planta quadrangular, em estilo gótico inicial. Os panos de muralha, em aparelho de xisto e granito, são reforçados por seis torres: duas de planta quadrangular, dois cubelos cilíndricos nos vértices, um torreão de planta quadrangular a meio do pano Nordeste e um de planta quadrada sobre o portão, a meio do pano Sudoeste. O cubelo no vértice Leste é coroado por um coruchéu cônico. Um adarve percorre o alto das muralhas, protegido por ameias, apoiando-se, no troço Leste, em cachorros. Os merlões quadrangulares de seteiras alternadas que coroam algumas dessas torres foram refeitos durante as intervenções promovidas na década de 1940.


O portão do castelo, em arco ogival, é encimado por uma pedra de armas com uma inscrição epigráfica, que reza: 

“ ERAMILÉSSIMA: CCC E NOVENTA V ANOS XXII DIAS DE SETEMBRO O MUI NOBRE REI DOM PEDRO MANDOU FAZER ESTE SEU CASTELO D'ALTER DO CHÃO”.


O ano na inscrição corresponde a 1357 do Calendário Gregoriano. Por esse portão se acede à praça de armas na qual se abrem o poço e a cisterna. Em posição recuada na praça de armas, ergue-se a Torre de Menagem, com planta no formato quadrangular, elevando-se a 44 metros de altura, com o parapeito coroado por ameias tronco-piramidais. 

Internamente, divide-se em dois pavimentos, com tetos em abóbada de berço reforçados por arcos quebrados de cantaria, iluminados por janelas gradeadas.

 Todas as portas desta torre apresentam vergas em arco quebrado.
Contígua à Torre de Menagem, encontra-se a fachada da antiga alcaidaria e de outras dependências, com os seus muros rasgados por diversas portas, janelas e uma escadaria de acesso, que demonstram ter tido este castelo a função residencial. Sobre a porta da alcaidaria, com ombreiras de cantaria de granito, encontra-se outra inscrição epigráfica, que reza:

” ESTA OBRA MANDOU FAZER FERNÃO RODRIGUES VEEDOR DE DOM FERNANDO NETO DEL REI E CONDE D' ARRAIOLOS ERA DO MUNDO DE MIL jjjjc e X ANOS.” 

O ano na inscrição corresponde a 1372 do Calendário Gregoriano.


(39° 11.940' N 7° 39.519' W) Alter do Chão – Portalegre - Alto Alentejo – Portugal

 

Foto@Daniel Jorge

sábado, 31 de julho de 2021

Castelo de Alcanede

 


Acredita-se que a primitiva ocupação humana deste sítio remonta a um castro pré-histórico. No contexto da invasão romana da Península Ibérica, a região foi por estes ocupada em 49 a.C., posteriormente sucedidos por Muçulmanos, embora não hajam testemunhos consistentes de uma fortificação no local do castelo em qualquer desses momentos.


À época da Reconquista cristã da região, a área foi tomada pelo conde D. Henrique em 1091, sendo novamente recuperada pelos Muçulmanos. A sua posse definitiva foi assegurada no século XII por D. Afonso Henriques, no contexto das conquistas de Santarém e Lisboa em 1147, tendo o soberano outorgado foral à povoação em 1163, segundo documento de Santa Cruz de Coimbra, e mandando-a povoar por D. Gonçalo Mendes de Sousa, o Bom, seu mordomo-mor. Ainda neste reinado, em 1179, os homens de Alcanede ajudaram o soberano a desbaratar a invasão Almóada, na serra da Mendiga.
O castelo e os seus domínios foram doados por Sancho I de Portugal aos freires de Santa Maria de Évora (Milícia de Santa Maria de Évora, posteriormente Ordem de Avis) em 1187.


O Rei Dinis I de Portugal confirmou a doação desse património à Ordem de São Bento de Avis em 1300 e em 1318. Datarão deste reinado algumas das estruturas mais importantes do castelo, como a torre de menagem, coroada por merlões.


Sob o reinado de Fernando I de Portugal, em 1370 o castelo recebeu obras, nomeadamente nas frontarias, construção de cavas, cubelos e barbacãs, razão pela qual o soberano dispensou os moradores da vila de servir nas obras da muralha de Santarém. 

O mesmo soberano nomeou como alcaide-mor do Castelo de Alcanede a Vasco Pires de Camões, fidalgo de origem galega, alegado ascendente de Luís de Camões. Por ser partidário de Castela, após a vitória de Aljubarrota, Vasco Pires de Camões veio a ser despojado dos seus senhorios, sendo certo que, no contexto da crise de sucessão de 1383-1385, o povo de Alcanede levantou-se a favor do Mestre de Avis. O novo alcaide, Álvaro Vasques, integrou as forças portuguesas que combateram em território de Castela.


O castelo terá servido de prisão, conforme o testemunha uma carta de perdão passada por Afonso V de Portugal datada de 1446.
Nos finais do século XV são, uma vez mais, empreendidas obras de manutenção no castelo, como parece decorrer do ato de confirmação de João II de Portugal da anterior Carta de D. Fernando relativa à isenção de trabalho nas obras da muralha de Santarém (1487). O mesmo será também confirmado por Don Manuel I de Portugal, que outorgou simultaneamente a esta vila e à de Pernes o "Foral Novo" (22 de dezembro de 1514). Nesse período, este soberano custeou parte das obras no castelo e na igreja matriz da vila.


Subsistem duas descrições do castelo, correspondentes às "Visitações da Ordem de Avis à Comenda de Alcanede", de 1516 e 1538, transcritas por Simão Froes de Lemos. 

Através da visitação de 1538 é possível sabermos que o castelo foi arruinado pelo grande sismo de 28 de fevereiro de 1531 (que afetou toda a Estremadura portuguesa), situação em que se manteve até à sua reconstrução no século XX.


(39°25'1.79"N 08°49'17.48"W) Castelo - Alcanede - Santarém – Região Centro - Portugal

 

Foto@Daniel Jorge






sexta-feira, 30 de julho de 2021

Castelo de Noudar o Sentinela da Raia

 


O castelo de Noudar e considerado o sentinela da raia com Espanha, ergue-se isolado em uma elevação escarpada dominando a planície circundante e a ribeira de Múrtega e o Rio Ardila que separa o Reino de Portugal e Algarves do território Castelhano. Testemunhou, juntamente com os castelos de Alandroal, Moura, Serpa e Veiros, a ação da Ordem de Avis na região.


De acordo com os testemunhos arqueológicos a ocupação humana no local remonta à pré-história, sendo um território depois sucessivamente ocupado por Romanos, Visigodos e Muçulmanos.
Foram os Muçulmanos os responsáveis pela primitiva fortificação no local, por volta do século X ou XI, quando terá sido edificada uma pequena torre ou castelo em taipa, com a função de controlar o caminho que fazia ligação a Beja.


À época da Reconquista cristã da Península Ibérica, nomeadamente desde 1167, a região foi conquistada pelas forças comandadas por Gonçalo Mendes da Maia, "o Lidador". Posteriormente, em 1253, a povoação recebeu foral do rei Afonso X de Castela, juntamente com outras localidades da margem esquerda do rio Guadiana, entre as quais Moura e Serpa, integrando o dote de sua filha, D. Brites, aquando do seu casamento com D. Afonso III nesse mesmo ano.


A povoação passaria definitivamente para a Coroa portuguesa pelo Tratado da Guarda em 1295, que estabelecia a paz entre o Rei D. Dinis e o Rei Fernando IV de Castela. 

Em Dezembro desse mesmo ano, o soberano passou nova Carta de Foral à vila, cujos domínios foram doados posteriormente em 1303, à Ordem de Avis, com a condição de reconstruir o castelo, obras que ficariam concluídas em 1308, conforme duas inscrições epigráficas:


A primeira, datada de 1 de Abril de 1308, atualmente de paradeiro incerto, regista a atuação do Mestre de Avis, D. Lourenço Afonso, na fundação do castelo e no povoamento da vila;


A segunda, com bastantes dúvidas se terá sido redigida nesse mesmo ano, noticía a ação do comendador Aires Afonso na edificação da torre de menagem.


À época de D. Manuel I, o castelo e a povoação que existia dentro das muralhas encontra-se figurada por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), onde se regista a existência de barbacãs circundando o castelo, ou seja, uma estrutura característica da arquitectura militar do século XV. A vila viria a receber do soberano, neste mesmo período, o seu Foral Novo em 1513.


(38°10'40.76"N 7° 3'46.61"W) Noudar – Barrancos – Beja - Alentejo – Portugal

Foto@ Daniel Jorge


quinta-feira, 29 de julho de 2021

Castelo Medieval de Portel

 


O castelo de Portel ergue-se em posição dominante num dos contrafortes da serra de Portel, sobre a vila medieval.


A construção do castelo teve início durante a segunda metade do século XIII sendo senhor das terras de Portel Mafomede João de Aboim por doação de D. Afonso III de Portugal.


O castelo, apresenta um estilo gótico, com planta heptagonal reforçada por torres de planta circular nos vértices. A sua forma, novidade na arquitetura militar portuguesa à época, parece ter sido inspirada no Castelo de Angers, na França. 

É dominado por uma imponente torre de menagem, de planta quadrangular, que se ergue a cerca de vinte e cinco metros de altura, dividida internamente em dois pavimentos acima da linha do adarve, ambos cobertos por abóbada em cruzaria de ogiva. O pavimento inferior serviu de cárcere. 

Foi utilizada a pedra mármore nos cunhais e nas janelas góticas. A porta de acesso à torre é em ogiva.


Apos a morte de João Aboim e devido a contenda entre os herdeiros pela posse da honra, o castelo reverteu para a posse da Coroa durante o reinado de D. Dinis, que então construi a cerca da vila.


No contexto da crise de 1383-1385, Fernão Gonçalves de Sousa, alcaide de Portel, tomou o partido de Castela, e com receio dos moradores, tomou-lhes as armas a todos e pô-las no castelo. 

Em Novembro de 1384, no desenvolvimento da campanha alentejana pelas forças do Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, um clérigo de Portel, de nome João Mateus, abriu-lhes as portas da vila, facilitando a conquista da povoação e a rendição do castelo. 

Os seus domínios, após a batalha de Aljubarrota estariam compreendidos na ampla doação de terras e direitos que o soberano fez aquele Condestável, passando, por sucessão, para os domínios da Casa de Bragança.


Posteriormente, sob o reinado de D. Manuel I, a povoação e seu castelo encontram-se figurados por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509). 

Nessa época a estrutura do castelo foi remodelada dando lugar ao paço dos duques de Bragança e a uma barbacã (1510), ficando as obras a cargo do arquitecto-régio Francisco de Arruda, por instância de D. Jaime, duque de Bragança.


Perdida a sua função defensiva, afastado da linha lindeira e das principais vias de acesso ao território alentejano, o castelo foi progressivamente abandonado até se converter em ruínas no século XIX.


(38°18'32.41"N 07°42'10.94"W) Castelo – Portel – Évora - Alentejo - Portugal




sexta-feira, 23 de julho de 2021

O Castelo de Almourol é o mais bonito dos castelos dos templários em Portugal

 

 

O povoamento do território que corresponde ao actual concelho remonta a épocas ancestrais, nomeadamente ao período Paleolítico, tal como se pode comprovar pelos vestígios arqueológicos encontrados em Aldeínha. Em Tancos e na freguesia de Atalaia, são visíveis marcas neolíticas, enquanto que a presença romana e árabe está, igualmente, bem delimitada no concelho, mais especificamente no Castelo de Almourol. 

 



Pensa-se que esta fortificação terá sido edificada, num ilhéu a meio do Rio Tejo, no século III ou no IV d. C., tendo sido reconstruído no século XII (1171), por Gualdim Pais, Mestre da Ordem dos Templários.

Romanizado e, mais tarde, conquistado pelos mouros, este território transformou-se num local de grande relevância estratégica.

 


A partir da Idade Média, as povoações que, actualmente, compõem o concelho de Vila Nova da Barquinha foram perdendo importância militar e foi o Rio Tejo que passou a ter um papel fundamental no desenvolvimento local. Desta forma, a navegabilidade e o tráfego fluvial intenso originaram portos fluviais em Tancos (século XVI) e em Barquinha (século XVIII).

A chegada do caminho-de-ferro provocou uma diminuição do comércio fluvial e as povoações ribeirinhas começaram a entrar em decadência

 


 

No dia 6 de Novembro de 1836, a rainha D. Maria II assinou um decreto que criou o concelho de Vila Nova da Barquinha, que seria composto pelos extintos concelhos de Atalaia, Paio de Pele e Tancos. Só três anos mais tarde (26 de Junho de 1839), é que Barquinha foi elevada a Vila.



O novo concelho foi, entretanto, suprimido (21 de Novembro de 1895) e anexado ao da Golegã, para voltar a ser restaurado, em 13 de Janeiro de 1898.



Em 1849, o concelho de Vila Nova da Barquinha possuía, de acordo com estudos estatísticos realizados na época, 848 fogos e 3 034 habitantes, dos quais 1 625 eram mulheres. Nesse ano, o município apresentava uma densidade populacional de 62.28 habitantes por quilómetro quadrado, uma taxa bruta de mortalidade de 37.9%, uma taxa bruta de natalidade de 34.61% e uma taxa bruta de nupcialidade de 6.59%.



Assim, pela sua localização geográfica e pela sua história, o concelho de Vila Nova da Barquinha é detentor de um vasto, variado e rico património natural, arqueológico e arquitectónico, que fará as delícias dos turistas mais atentos, aconselhando-se uma visita mais detalhada a cada uma das suas cinco simpáticas e acolhedoras freguesias, dominadas pela beleza das zonas ribeirinhas e das paisagens verdejantes.



Abertura e horário de encerramento:

Todos os dias da semana, até 30 de setembro.

Das 9h00 às 19h00

Preço – 4 € por pessoa, inclui visita ao CITA, no horário abaixo.





Partidas fluviais do cais junto ao castelo

Localização GPS: 08º23'02,301''W – 39º27'43,126''N

Acesso à ilha e ao castelo (entrada no Castelo) em embarcações com capacidade para 10 pessoas e entrada no Centro de Interpretação Templário de Almourol (CITA).

 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Castelo de Penela, reduto dos Templários. Um dos mais bonitos do país

 



A reconquista da região onde se encontra o Castelo de Penela, aos muçulmanos, é atribuída a Fernando Magno, por volta de 1064, havendo indicações de ter sido edificado em 1097, contrariando as hipóteses de existência de uma fortificação em Penela, no período da ocupação árabe, ou de existir, já anteriormente, um forte romano.

Parece certo todavia, que D. Afonso Henriques, reconquistou esta região depois de, em 1117, ter sido de novo ocupada pelos árabes, já que, em 1137, o rei atribui Carta de Foral ao castelo e seus domínios.

 




Penela foi residência do rei Afonso IV, que reinou até 1357, foi-lhe concedida a elevação a condado, em 1465, tendo como primeiro conde de Penela, D. Afonso Vasconcelos e Meneses.

Durante o terramoto de 1755 o castelo sofreu bastantes danos, nomeadamente com a queda da Torre de Menagem, mas apesar das reparações efectuadas no reinado de D. José, esta fortificação chegou ao século XX, bastante arruinada. Desde 1940 têm sido executadas obras de reconstrução e está classificada como Monumento Nacional.

O castelo foi construído sobre um maciço rochoso, aproveitando, no desenho das muralhas, parte da disposição natural dos penedos, no seu interior encontra-se a Igreja de São Miguel e podem também ser vista sepulturas cavadas na rocha. 

terça-feira, 20 de julho de 2021

O castelo de Santa Maria da Feira parece um palácio de um conto de fadas.

 


 

Segundo reza a lenda, neste castelo em Santa Maria da Feira há um caminho subterrâneo escondido debaixo de uma escadaria. Este servia para ajudar os defensores do castelo a fugir, quando cercados. Para testar a veracidade da história, há muitos anos, o povo decidiu enviar um homem pela passagem que, até aos dias de hoje, nunca mais foi visto.

 

 


 

O Castelo de Santa Maria da Feira é um dos mais notáveis monumentos militares portugueses. A diversidade dos seus recursos defensivos utilizados entre os séculos XI e XVI faz dele uma peça única da nossa arquitetura militar.

Sempre representou para a Feira, e para Portugal, um símbolo de identidade nacional. Ao longo da História, desempenhou várias tarefas: foi castro de ocupação romana, baluarte contra as invasões normandas, forte militar na época da Reconquista, sede de região militar, o grande centro político que levou à independência de Portugal e habitação de famílias reais e nobres.

A Comissão de Vigilância do Castelo de Santa Maria da Feira, em parceria com a DRCN, desenvolveu um Projeto de Conservação e Remodelação do Castelo, com o apoio de fundos comunitários, que consistiu essencialmente na realização de obras de conservação e restauro da Capela, conservação e remodelação da Torre de Menagem.

Hoje, o Castelo está preparado para desempenhar as funções de Polo Cultural na vasta região em que se insere e que constituía, outrora, uma região denominada Terra de Santa Maria.



Localização:

Latitude: 40.921263
Longitude: -8.543333



Alameda Dr. Roberto Vaz Oliveira, 4520 Santa Maria da Feira, Aveiro Portugal