quarta-feira, 14 de março de 2018

Miguel Esteves Cardoso - Como é que se esquece alguém que se ama?





Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?


As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.


É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.


Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.


Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.


O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'



Fonte:ospontosdevista

Tempestade Gisele chegou e deixa Portugal em alerta amarelo




A Proteção Civil alerta para um agravamento do estado do tempo até sexta-feira. Depois da tempestade Félix, chega a Gisele. A depressão traz chuva, vento forte e agitação marítima a Portugal.

Depois de ter atingido em força os Açores a Gisele deixa o continente em alerta amarelo, com o perigo de cheias, queda de árvores e deslizamento de terras.

 


terça-feira, 13 de março de 2018

Investigadores Portugueses precisam de voluntários para beber cerveja sem pagar.....






Há investigadores portugueses à procura de voluntários para beber cerveja sem pagar durante quatro semanas -  O objetivo é científico: estudar os efeitos do consumo moderado da cerveja na saúde.




Precisa-se de voluntários para beber cerveja sem pagar! Interessados?
Um grupo de investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e da NOVA Medical School da Universidade Nova de Lisboa vai dar início a um projeto de investigação que pretende avaliar o efeito do consumo de cerveja na microbiota intestinal (flora intestinal), no perfil metabólico e lipídico, e ainda perceber qual o papel do álcool nesse efeito, em indivíduos saudáveis.

Liderado pela investigadora e especialista em Nutrição e Metabolismo do CINTESIS, Conceição Calhau, o ensaio clínico procura trinta voluntários saudáveis, do sexo masculino, entre os 18 e os 65 anos de idade, que estejam dispostos a consumir uma cerveja por dia, com e sem teor alcoólico (5,20%, 0,45% e 0% de álcool), durante 4 semanas.

“A colaboração no projeto não implica a toma de qualquer medicamento, apenas o consumo diário de uma cerveja, preferencialmente ao jantar, fornecida pela equipa de investigação”, esclarecem os investigadores. Os participantes serão avaliados por um profissional de saúde no início e no final do estudo, e efetuarão análises de sangue, fezes e urina.

Os valores analíticos apresentados pelos voluntários serão avaliados antes e depois do consumo da cerveja em estudo. Esses dados serão depois comparados e o efeito da ingestão da cerveja aferido.

“Todas as análises são da responsabilidade da equipa de investigadores”, salienta Conceição Calhau, recordando que ao participar neste estudo, os voluntários terão acesso aos resultados globais da sua avaliação médica e metabólica, para além de contribuírem para o aumento do conhecimento científico nesta área.

“O impacto do consumo de bebidas alcoólicas com compostos bioativos (nomeadamente polifenóis) na saúde é um tópico urgente nas ciências biomédicas”, defende a investigadora do CINTESIS e professora da NOVA Medical School, adiantando que “participar neste estudo é uma oportunidade rara de contribuir para o conhecimento dos efeitos metabólicos do consumo de cerveja”.

Os interessados em colaborar poderão inscrever-se através do e-mail microal.trial@nms.unl.pt ou do número de telefone 919 364 169. Numa primeira fase, o estudo decorrerá em Lisboa, nas instalações da NOVA Medical School (Campo Mártires da Pátria, 130). Deverá ser aberta uma segunda fase do ensaio, a decorrer no Porto.

O estudo foi aprovado pela comissão de ética da Nova Medical School da Universidade Nova de Lisboa. A informação dos voluntários será tratada de forma agregada, salvaguardando a confidencialidade dos participantes.

Fonte: cintesis

sábado, 10 de março de 2018

Duas freiras deslocaram-se ao mercado… Mas quando repararam estavam a ser seguidas…





Duas freiras deslocaram-se ao mercado e demoraram eternidades.

– Irmã Maria, já de noite e estamos distantes do convento.

– Sim, Irmã Amélia, e eu percebi que um homem está atrás de nós…

– Pois está… O que quererá ele?

– Vioalr-nos, só pode.

– E agora?

– Vamos separar-nos. Vais por lá e eu por aqui.

O homem seguiu o Irmã Amélia. A irmã Maria chegou ao convento preocupada. Uma hora depois, vem a Irmã Amélia.

– O que se passou?

– Eu comecei a correr, e ele também.

– E?

– Lógico: ele apanhou-me

– OH MEU DEUS! E que fizeste?

– Eu levantei o vestido

–E ele??

– Baixou as calcas!

– E?

– O que é óbvio? Uma freira com o vestido levantado consegue correr mais rápido do que um homem com as calças baixas!

Radioterapia que elimina tumor numa só sessão chega ao nosso Pais




Radioterapia que elimina tumor numa só sessão. Este equipamento adquirido pela Fundação Champalimaud pode eliminar o cancro numa única sessão, mesmo com o tumor já espalhado. É indolor e tem menos custos que a radioterapia convencional.

A Fundação Champalimaud líder na inovação do combate à doença que afecta todas as famílias,  tem um equipamento que permite tratar o cancro de modo mais eficaz.

Trata-se de uma única sessão de radioterapia que elimina o tumor, usando um sistema de imagem e GPS nos órgãos que permite uma precisão na casa dos 2 mm e uma hipótese de tratamento sem danos nas células saudáveis de 90% – contra 20 mm e taxa de 65% na radioterapia normal. A diferença em relação à radiocirurgia, já usada nos hospitais em Portugal, é que nessa técnica são três a cinco sessões com menor intensidade. Na nova técnica, por cá só usada ainda na fundação, basta uma sessão.

Há muito que a medicina personalizada, em que o doente recebe o medicamento adequado ao tipo de mutação genética que contribuiu para a sua doença, é considerada o futuro da oncologia. 


terça-feira, 6 de março de 2018

Viúva decidiu que era altura de voltar a casar…



Uma viúva de 70 anos de idade decidiu que era altura de voltar a casar. Assim, meteu um anúncio no jornal que dizia:

“Procura-se marido!

Tem de ter uma idade similar à minha, não me pode bater, não pode correr atrás de mim e tem de ser bom na cama. A todos os interessados, venham conhecer-me pessoalmente”.

No dia a seguir, ela ouviu a campainha. Para sua surpresa, quando abre a porta vê um cavalheiro de cabelo grisalho numa cadeira de rodas. Ele não tinha braços nem pernas.

– Tu não estás mesmo a pensar em ficar comigo, pois não? Olha bem para ti… Nem sequer tens pernas! – disse a viúva.

O cavalheiro sorriu e disse:

– Assim não consigo correr atrás de ti!

– Mas também não tens braços. – disse ela.

E mais uma vez, sorrindo, o homem diz:

– Assim nunca te poderei bater!

Ela franziu o sobrolho e perguntou:

– Mas será que és bom na cama?

O homem inclinou-se, fez um grande sorriso e disse:

– Eu toquei à campainha, não toquei?